23 FATOS SOBRE O MEU RELACIONAMENTO ABERTO COM OS LIVROS

Olá meu leitor preferido!

Hoje vou compartilhar com você 23 fatos sobre a minha relação com os livros. Quem me conhece já sabe que por trás de mim existe a figura oculta de um livro, então hoje eu decidi falar um pouco mais sobre isso.

  1. Sou uma leitora compulsiva. É extremamente raro eu passar um dia inteiro ser ter contato com alguns de meus livros;
  2. Outra coisa que faço religiosamente é acessar o site da Amazon. Esse ano, por exemplo, eu realizei 113 pedidos, dos quais 110 foram livros.
  3. Meu aplicativo preferido é o kindle. Leio muito mais rápido no formato digital porque me sinto ultra motivada com as métricas de progresso… sempre acho que dá para avançar um pouquinho mais na leitura e assim eu meio que dobrei a velocidade em relação aos livros físicos.
  4. Aprendi a ler aos 5 anos de idade. Na época meus pais não tinham muito acesso a livros infantis, então eu comecei a ler o dicionário, manuais de instrução e especificações técnicas das embalagens. Foi assim que eu desenvolvi um nível avançado de leitura.
  5. Na adolescência eu passava horas lendo Machado de Assis e outras autores da literatura brasileira. Inclusive, eu super cogitei fazer faculdade de letras para me tornar professora de literatura. Não tenho mais essa paixão, restou apenas uma curiosidade para ler as obras do Nelson Rodrigues.
  6. Eu adoro ler livros de desenvolvimento pessoal e profissional. Um dos meus sonhos atuais é comprar uns 70% dos títulos da editora Alta Books.
  7. Sim, eu leio autoajuda e não me abalo com as críticas em relação a isso. Acredito que tem muita coisa ruim nesse mercado, mas também tem muita coisa boa, então cabe a mim desenvolver um bom filtro.
  8. Meu livro preferido é a Bíblia A Mensagem, escrita por Eugene Peterson. Acho fascinante o modo como ele traduziu essa escritura milenar em uma versão mais compreensível, de acordo com a linguagem contemporânea.
  9. Eu já li a Bíblia inteira em 31 dias, mais precisamente em março de 2006, quando eu tinha 15 anos.
  10. A propósito, eu já li a Bíblia inteira 22 vezes. É um desafio mental para mim. Compreendo pouquíssimas coisas, mas decorei muitos trechos e desenvolvi uma pequena visão sistêmica acerca desse livro.
  11. Eu gosto de ler alguns livros que me desafiam intelectualmente, os do C.S. Lewis são um grande exemplo disso… não posso dizer que os compreendo hahaha. Leio sobre filosofia e cosmovisão cristã pelo mesmo motivo.
  12. Sou fascinada pela temática do Mundo Contemporâneo. Apesar de não conseguir entender muita coisa, acho absolutamente interessante ler sobre esse tema.
  13. Meu autor preferido chama-se Philip Yancey, gosto da forma como ele apresenta o conceito da “graça” de Deus e acho incrível as relações que ele estabelece entre essa figura soberana e a dor e caos no mundo.
  14. Minha autora preferida chama-se Joyce Meyer. Me fascina a história de perdão que ela tem e a maneira como ela conecta o conteúdo da bíblia aos desafios diários da vida.
  15. Também amo os livros do Walter Riso. Não me identifico com tudo o que ele fala, mas realmente aprecio a forma prática de viver que ele apresenta em seus livros.
  16. Li o primeiro livro sobre ‘relacionamentos’ aos 10 anos de idade. Tenho 28 anos e até hoje eu abro espaço na minha agenda para livros desse tipo. Acredito que meu repertório nessa área super contribui para que eu tenha um casamento incrível.
  17. Saí de uma crise financeira no final da adolescência lendo livros (obrigada Gustavo Cerbasi e Rafael Seabra)! De lá pra cá também construí um pequeno repertório de leituras em relação a finanças.
  18. Ler livros me ajudou a superar algumas crises de depressão, ansiedade e pânico. Na época em que desejei cometer suicídio (aos 19 anos), três leituras, em particular, me dissuadiram em relação a isso: Mananciais no Deserto – Lettie Cowman; Pés Como os da Corça nos Lugares Altos – Hannah Hunard e O Sorriso Escondido de Deus – John Piper.
  19. Fui aprovada para Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul por ocasião de minha relação com os livros. Quando prestei o vestibular em 2008, a prova de redação pedia para narrar uma experiência pessoal com leitura ou escrita. Eu dei muita risada quando vi o tema, porque super praticava a escrita reflexiva e naquela época a leitura já era uma prioridade na minha vida. Resultado: tirei nota máxima na redação, o que super aumentou minha nota no desvio padrão e eu consegui uma vaga.
  20. Durante a faculdade, apesar de não me identificar com o curso, eu era a louca dos livros. Comprei dezenas de doutrinas e passei horas envolvida com isso.
  21. Em geral, quando tenho um problema para resolver, procuro um livro sobre o tema específico.
  22. Li 75 livros em 2018. Perdi esse ritmo de leitura em 2019, mas tenho como meta ler pelo menos 80 livros em 2020.
  23. Resumindo: eu leio por motivação, desafio, prazer, curiosidade, autoinstrução e autodesenvolvimento. Leio porque me treinei para isso. Leio porque sinceramente acredito que meu contato com os livros abrevia os sofrimentos do meu caminho.

Encerro esse post com uma pequena sugestão para 2020:

Faça um levantamento das áreas em que você precisa melhorar, eleja a principal delas e compre um livro sobre isso. Se quiser ajuda pra concatenar a leitura com o seu contexto, vem trocar uma ideia comigo!

Mil beijinhos.

O SEGREDO PARA SER CORAJOSO

Já que ontem eu falei sobre medo, hoje o tema será coragem.

Tenho a impressão de que a coragem é tratada de uma forma meio mística, como se apenas alguns seres humanos especiais tivessem sido selecionados para ter essa característica.

Eu, inclusive, até pouquíssimo tempo não me considerava uma pessoa corajosa. Foi a partir de um raciocínio construído pelo professor Cabrera, em uma aula da pós graduação, que eu subitamente percebi que a coragem estava muito presente nas minhas escolhas de vida.

Na ocasião, o professor nos recomendou fazer uma autobiografia a fim de reconhecer os nossos ciclos de vida. À medida que buscava informações a meu respeito, constatei que na maioria das vezes em que precisava tomar uma decisão sempre optava pelo caminho mais difícil.

Por exemplo, aos 10 anos de idade tive que escolher entre morar com os meus pais e comprometer minha educação (já que eles haviam se mudado para uma cidade onde as condições de ensino eram terríveis) ou abrir mão do conforto da minha casa e passar a morar com os meus avós, a fim de estudar em uma escola mais estruturada. Adivinha o que eu decidi?

Aos 13 anos tive a oportunidade de mudar para o Mato Grosso do Sul, a convite de uma tia. Seria algo extraordinário considerando os meus sonhos profissionais, só que ficaria a 3.000km de distância do meu principal núcleo familiar. Já dá pra saber o que eu fiz, não é mesmo?!

Aos 16 anos, ganhei uma bolsa de estudos para uma faculdade particular, mas optei por fazer cursinho e continuar estudando para entrar em uma universidade pública. Ouvi de muitas pessoas que eu era completamente louca, já que tinha estudado a vida inteira na escola pública. Eu preferi “pagar pra ver” e um ano depois estava fazendo a matrícula em Direito na UFMS.

Quando chegou o momento de tirar a habilitação, decidi que queria carro e moto. Teve uma grande parte da família que super me ‘zuava’, me chavama de barbeira e dizia que eu não conseguiria… De fato, não posso dizer que piloto bem uma moto, mas a minha carteira A está garantida!

Tenho muito medo de altura, mas já fui passear no topo da Table Moutain e fiz uma caminhada pelas montanhas do Cabo da Boa Esperança.

No topo da Table Mountain
Na trilha do cabo da Boa Esperança

Tenho muito medo de avião, mas nunca deixei de viajar por causa disso. Embarco tremendo, fecho os olhos na decolagem e são poucas as vezes em que contemplo a paisagem pela janela… Falando nisso, quase tive um ‘passamento” quando inventei de sobrevoar os lençóis maranhenses de monomotor..

Sou ligeiramente claustrofóbica, mas fiz uma passeio de submarino…

Também caminhei com leões quando fui pra Ilhas Maurício…

E além de tudo isso, tomei banho gelado no oceano índico (vejam a minha cara de satisfação):

Também tive a coragem de terminar um relacionamento com a pessoa que eu tinha total convicção de que amava (sofri lascada), porque sentia que não era o melhor momento (hoje nós somos casados, ambos percebemos o que estávamos perdendo haha).

Não vou nem mencionar as inúmeras vezes em que fui desprezada ou rejeitada por ter assumido determinados tipos de posicionamento…

As minhas histórias de vida me fizeram perceber que a minha coragem não é inata, ela sempre esteve associada a um tipo de benefício que eu vislumbrava. Ou seja, na minha opinião, o segredo para ser corajoso é:

APRENDER A SE QUESTIONAR E TER UM OBJETIVO CLARO EM MENTE

Pensando nisso, te proponho as seguintes perguntas:

O que você quer? Por que isso é importante para você?

Quem, além de você, será beneficiado com os resultados da sua coragem?

A longo prazo, o que será mais compensador para você: a coragem para avançar e superar limites ou a estagnação por ocasião do medo?

Que estratégias você pode adotar para tornar a sua escolha menos sofrível?

Com quem você pode contar para trilhar esse novo caminho?

Quando o desânimo bater, o que você poderá fazer para se recarregar emocionalmente ?

Que histórias você deixará de contar porque não ousou confrontar o medo?

Quem você poderia se tornar?

Quem você poderia ajudar, se não tivesse medo?

Não posso dizer que ter coragem é fácil, mas posso dizer que ser corajoso é muito melhor do que viver aprisionado pelo medo. É uma questão de escolha. No final das contas, o ato mais corajoso é ousar ter objetivos.

Vou terminar esse texto com uma musica bem sugestiva: TRAMPOLINE

Pra ti que me leu até o final, mil beijinhos!!

“Ai que meda”

No post anterior eu prometi que hoje te contaria um medo que superei em 2019 e te daria uma dica sobre como administrar seus próprios medos e viver com mais leveza em 2020.

Já falei uma dezena de vezes por aqui que eu sou alguém que teve que aprender a lidar com a síndrome do pânico, ansiedade e depressão. Portanto, o medo é algo muito presente na minha vida, em diferentes dimensões.

Eu sinceramente acredito que a melhor maneira de lidar com esse sentimento que pode ser destruidor, é estabelecendo uma escala de intensidade para que saibamos reconhecê-lo em seus diferentes níveis hierárquicos e assim discernir o momento de recorrer a um profissional habilitado para nos ajudar a confrontá-lo.

Uma vez estabelecido isso, entenda: a minha forma de lidar com o medo pode ser irrelevante para o seu caso, uma vez que o medo é algo extremamente pessoal e circunstancial. Aquilo que para mim representa um terror de nível clínico, pode ser para você um simples desconforto.

De qualquer forma, a minha dica pra você aprender a administrar os seus próprios medos e viver com mais leveza em 2020 é :

CRIE O SEU PORTFÓLIO DE MEDOS!

Sim! Escreva sobre o que você sente, quando sente (gatilho), como sente e onde sente (em que parte do seu corpo a reação de medo se evidencia).

Atribua notas de 1 a 10 para a intensidade das sensações, considerando as experiências que já vivenciou anteriormente.

Preveja as situações e pense antecipadamente sobre como você poderia reagir para combater a paralisia e o mal-estar.

Escreva sobre os eventuais cenários: qual a pior coisa que poderia acontecer? qual a melhor coisa? qual a mais provável?

Ao fazer isso você estará adotando uma postura mais racional, movendo as informações do seu sistema límbico, que é puramente emocional, para o neocórtex pré-frontal, que é a parte do cérebro responsável pelo planejamento de comportamentos e pensamentos complexos.

O simples fato de listar os seus medos e confrontá-los no papel te ajudará a perceber que na grande maioria das vezes é você quem está no controle. E naquelas vezes em que não depender de você, é só respirar profundamente, contar até 10 e repetir para si mesmo: vai passar!

Quero deixar muito claro que essa dica não tem a pretensão de desconsiderar uma abordagem psicológica mais aprofundada.

Finalmente, é hora de compartilhar com você um super medo que eu confrontei em 2019:

O MEDO DE ‘DIRIGIR NA ESTRADA’.

Faz dois anos e meio que moro no interior de MS e até meados de 2019 eu não ousava dirigir sozinha na BR, o que me limitava bastante, especialmente nessa nova rotina de empreendedora.

No final de julho eu fui contratada para ministrar um treinamento no interior do Maranhão. Eu chegaria por volta das 16h em São Luis e teria que contar com a sorte de ter algum transporte disponível para o trajeto até a cidade onde meus pais moram, que fica a uns 370 KM da capital.

Eu já tinha repetido o roteiro de “esperar pela van” todas as vezes em que ia visitar os meus pais no Maranhão e isso sempre me deixava super estressada por causa de todas as circunstâncias que envolviam esse deslocamento (super lotação, muitas paradas, demora excessiva em percorrer o trajeto, atraso dos demais passageiros, etc…).

Decidi que não chegaria para o treinamento esgotada então teria duas opções: ou eu contrataria um motorista particular ou eu mesma pegaria a estrada. Contratar um motorista seria um comprometimento a mais considerando o meu orçamento…

Resultado: fiz uma pesquisa prévia sobre as condições da estrada, montei uma playlist que me deixava energizada, me ofereci para dar carona para uma amiga (extremamente corajosa, diga-se de passagem), aluguei um Jeep e coloquei o motor 1.8 na estrada!

Me senti absolutamente poderosa, apesar do catastrofismo de todos os meus parentes quando souberam que eu estava dirigindo pela esburacada 316-MA!

Encarei o medo, morrendo de medo! Sobrevivi!!! Depois dessa primeira experiência, comecei a me sentir mais confortável dirigindo pelas BR’s sozinhas… Inclusive, vivo me oferecendo para assumir o volante no lugar do meu marido!

Descobri que a maioria dos medos que tenho pode nunca se realizar.. e quando acontecer, se acontecer e eu sobreviver, aprenderei a administrar.

Por fim, também indico uma super estratégia que eu aprendi na saga do Harry Potter : Ridicularizar!!

Riddikulus é um feitiço usado conta bichos-papões. O conjurador deve pensar em alguma coisa engraçada quando está lançando o feitiço. Se for bem sucedido, ele força o Bicho-Papão a tomar a forma em que o conjurador estava pensando. Como os bichos-papões se alimentam do medo, eles são derrotados pelo riso, o objetivo do feitiço é tornar o Bicho-Papão motivo de riso”.

Termino esse post com uma sugestão para a sua playlist para dirigir na estrada:

Baby, you can start again
Laughing in the open air
Have yourself another dream
Tonight, maybe we can start again

(…)
And the sun will shine again
Are you looking for a sign?
Or are you caught up in the lie?

Oi sumida!

Olá meu querido leitor que morreu de saudade e ao primeiro sinal de meu retorno já correu para saber o que eu estava aprontando… Vou retomar meus textinhos e já quero deixar claro:

Seria mágico se eu pudesse falar pra você que sumi porque estava em um sabático na Irlanda me aprofundando na cultura celta, que é algo que eu realmente amo, mas não foi bem assim.

Comentei nos posts anteriores que estava passando por uma transição de carreira e nesse ínterim, muita coisa aconteceu! Não é nada simples ter um negócio que nesse primeiro momento depende integralmente de mim!

Preciso administrar muitos detalhes: planejar atendimentos (que são altamente personalizados), alimentar planilhas (faturamento, parcelamentos, despesas, reservas…), estudar sobre vendas, fazer networking, melhorar a comunicação, definir linha editorial e criar pautas, estudar diariamente (tenho uma lista infinita de livros e aulas), fazer levantamento de erros, promover ajustes…. enfim baby, existe um longo caminho a percorrer antes de receber o pro labore!!

Posso dizer que esse começo está sendo realmente ‘puxado’. Percebi que a maior parte do trabalho está nos bastidores e que por mais que eu goste da minha nova atuação, a parte administrativa é desafiadora e muito pesada. Apesar disso, chego ao final do ano me sentindo absurdamente feliz!!! Foi um ano de muitíssimos avanços.

Agora que a minha rotina está mais organizada, vou conseguir retomar os posts no blog. Vou escrever de maneira mais organizada sobre minha atuação, experiências de atendimento e de vida pessoal, dar dicas de inteligência emocional, filmes, cursos e livros… Enfim, vou transformar esse endereço em um arquivo pessoal, começando pela minha retrospectiva.. Quer mais detalhes? Volta amanhã… e depois de amanhã.. e depois, e depois… só vem!

Ps.: Amanhã vou te confidenciar um super medo que superei em 2019 e te dar uma dica sobre como superar medos e viver com mais leveza em 2020.

Vou te esperar por aqui.. enquanto isso, que tal curtir uma vibe celta?

Mil beijinhos!

TRAGO VERDADES

Essa frase tem sido muito utilizada atualmente. Em geral, é proferida por alguém que tem uma opinião ferrenha sobre um tema e que, valendo-se de sua visão pessoal e de algumas críticas, lança um “trago verdades”, como se fosse o baluarte da sabedoria.  

O “trago verdades” vai além de uma expressão, é uma cultura que permeia o nosso contexto social, infectando as pessoas com o vírus da opinião, que se manifesta especialmente em ambientes polarizados, sendo o principal deles a nossa queridinha internet.

É interessante notar que aqueles que trazem verdades, na maioria das vezes, não estão interessados na discussão aprofundada sobre o tema. Apegam-se à sua opinião, visto que inerrantes em sua observação, não “perdem tempo” investigando outras perspectivas.

Tenho constatado essa realidade frequentemente e um tema ótimo para exemplificá-la é todo esse burburinho envolvendo o coaching. Estou cansada de receber memes sobre esse tema, sendo que a maioria deles é compartilhada por pessoas que não fazem ideia do que o coaching realmente é, mas que não poderiam perder a oportunidade de  se manifestar em relação ao assunto da vez.

Eu não vou negar que no Brasil grande parte do mercado de coaching é uma palhaçada. A propósito, eu mesma fui vítima de serviços ruins nessa área. Paguei uma pequena fortuna em uma formação pra não ter nenhuma indicação de leitura técnica, receber um conteúdo decorado e raso, sem contar que algumas vezes eu tinha a impressão que estava fazendo curso com um animador de palco…

Mas isso não vem ao caso, o fato é que essas palhaçadas  não teriam se proliferado se fôssemos um povo informado.  Mas não está no nosso DNA  a cultura de  buscar e divulgar informação relevante.  Será que um coach quântico de reprogramação de DNA poderia reverter isso? (risos)

Outro detalhe que merece ser ressaltado é que o circo não é composto apenas por um palhaço, e quando se trata dessa zoeira envolvendo o coaching, temos outros coadjuvantes que não estão sendo mencionados.

Já parou para pensar na contribuição do marketing ? Eles são especialistas em ativar o nosso sistema límbico… E para completar o tripé, o que dizer do cliente mal informado, que deliberadamente paga por um serviço sem entender do que se trata e tampouco pesquisa previamente sobre o histórico de quem o conduzirá?

É claro que se  tratando do universo cor-de-rosa do coaching, será realmente muito difícil encontrar um coach atuante que saiba de fato explicar  o que faz, para que serve e como funciona. Falando nisso, saiba que o processo de coaching não é eficaz para todo mundo, muito pelo contrário, são pouquíssimas as pessoas realmente qualificadas para ter êxito nesse tipo de abordagem.

De fato, o  foco de um processo de coaching sério está em ajudar o cliente a desenvolver consciência e autorresponsabilidade, sendo voltado para o futuro e para a ação. O cliente chega com uma meta, o coach o ajuda a entender sua realidade e quais as opções que tem, considerando o cenário em que está, para só então desenvolver um plano de ação que seja capaz de verdadeiramente movimentá-lo em direção ao que ele deseja.  

Portanto, o  coaching será  eficaz para quem já possui certa maturidade, está com desejo de avançar em direção a determinada mudança e que verdadeiramente está disposto a se comprometer com isso.

O processo de coaching envolve, por exemplo, autonomia, aprendizagem, autoconsciência, identificação de pontos fracos, confronto, coragem, compromisso, paciência, entusiasmo e uma série de outros desafios… Seja sincero, quantas pessoas você conhece que estariam dispostas a passar por isso?

Sabe por que existem tantos  coaches aleatórios no mercado? Porque a maioria deles foi ensinado por um alguém “incrivelmente elevado”, que os submeteu à vivências de alto impacto emocional, acompanhadas de uma porção de frase motivacional e pensamento positivo e finalmente um conteúdo solto que na prática fará pouco sentido.  

Quantos desses coaches pararam pra ler um livro técnico sobre a metodologia que eles acreditam que praticam? Quantos deles tem clareza de suas próprias metas e são realmente produtivos? Quantos passaram por um processo de transformação pessoal sustentável e efetivo?

Agora a pergunta que não quer calar é: Por que existem tantas pessoas que perdem tempo se preocupando com profissionais desse tipo? Na minha percepção, se a intenção é trazer verdades para  alertar o mercado, tais preocupações têm se mostrado deveras contraprodutivas.

O que de fato nós  ganhamos quando  compartilhamos memes?  Não seria mais efetivo educar o público contra os charlatões do que apenas ficar fazendo constatações inúteis sobre esse circo?

Apenas reflita: O que seria dos gurus se não tivesse público para validá-los? É mais fácil combater o erro divulgando o que está acontecendo de errado ou educando o povo para ser mais seletivo?  

Concluo que é mais fácil compartilhar memes porque estruturar informação de qualidade é extremamente cansativo! Educar dá trabalho, compartilhar memes é mais divertido….

Quem me vê dançando assim…

Julho de 2019 chegou e eu confesso que estava contando os dias!

Há mais ou menos um ano eu comecei a direcionar minhas energias para uma transição de carreira e hoje estou celebrando essa escolha!

Eu tinha 17 anos quando escolhi minha profissão e naquela época tudo que me motivava era ter uma boa situação financeira. Eu achava que o melhor meio de obter isso era tendo uma remuneração alta e estar em um cargo que me proporcionasse estabilidade.

Acabei descobrindo alguns anos depois que equilíbrio financeiro tem muito mais a ver com a forma de pensar sobre o dinheiro do que com a quantidade que se ganha.

Também descobri que ter estabilidade, na maneira como eu imaginava, me limitava. Eu estava me sentindo infeliz exercendo um cargo público temporário, entrei em um ciclo de trabalhar pelo dinheiro, detestava as segundas-feiras, sonhava com o “sextou” e torcia desesperadamente pelos feriados.

A melhor coisa que fiz por mim foi reconhecer que não valia a pena continuar estudando para concursos, já que a rotina de trabalho me deixaria extremamente desanimada. O único problema era que passar em um concurso, durante muito tempo, era o meu único plano.

Eu estava me sentindo muito perdida. Ficava horas a fio me justificando, um dia acordava decidida a buscar outro rumo, outro dia estava de volta aos estudos, chorando e me lamentando.

Uma das coisas que me aliviava era o fato de eu sempre estar investindo em autoconhecimento, então naqueles dias muito ruins eu tinha alguns recursos que me ajudavam a ativar um estado emocional positivo e continuar suportando.

À medida que me confrontava, a clareza ia se aproximando. Fui vasculhar o meu repertório, revisitar as coisas que eu mais gostava de ler, conversar e pesquisar. Notei que sempre estive em busca de desenvolvimento pessoal, adorava abordagens que promoviam autoconhecimento e já tinha um vastíssimo repertório em inteligência emocional. Foi a partir dessa incursão que desenvolvi um novo plano.

De lá pra cá, fiz duas formações em coaching e duas em analista comportamental. Tornei-me microempreendedora, atendi pessoas, ministrei palestras e alguns treinamentos de inteligência emocional. Percebi que não precisava mais de despertador pra levantar e fazer o que eu amo.

Eu trabalho ajudando as pessoas a tomarem decisões assertivas, se conhecerem um pouco mais e terem clareza em relação aos seus objetivos. Também as ajudo a montar e desenvolver seus próprios planos. Aplico testes que auxiliam na descoberta de seus padrões de personalidade, forças pessoais, motivadores de carreira, linguagem de valorização, etc… Meu trabalho é ajudar as pessoas a encontrar sentido. E sabe o que é mais legal? Tudo o que eu faço profissionalmente já aconteceu comigo!

Como diria Sol Almeida, “o mundo gira, palmas pras voltas que o mundo dá.. quem me vê dançando assim, mão pra frente, gira gira, tô limpando você da minha vida”... De fato, estou limpando a atuação jurídica da minha vida!

Ao longo dos meus 28 anos, um dos aprendizados mais significativos que tive foi o de honrar e respeitar a minha própria história e é com esse sentimento de honra que eu encerro essa etapa da minha vida.

Conheci pessoas maravilhosas enquanto fiz parte do mundo jurídico, algumas dessas pessoas caminham até hoje comigo. Igualmente, tive experiências maravilhosas, tais como dia que eu descobri que tinha tirado nota máxima na redação da federal, o que me oportunizou a entrada no curso de direito e o dia que eu li meu nome na lista de aprovados da OAB, ainda no nono semestre da faculdade;

Além disso, casei-me com um colega de faculdade, apaixonado pelo Direito. Ganhei uma amiga que virou irmã (Juliana), outras que cuidaram de mim quando tive depressão (Hannah e Nath), uma que me ensinou absurdamente sobre disciplina (Kiane), outra com quem dividi confidências da juventude e que também dirigiu meu carro durante 6 meses até eu conseguir tirar minha habilitação (Ayara).

Eu também desenvolvi pensamentos ideológicos, comecei a entender algumas realidades políticas e sociais e aprendi a me posicionar melhor como cidadã a partir do meu contato com o universo jurídico. Aprendi bastante com minhas especializações em Direito (previdenciário e trabalhista) e me apaixonei por responsabilidade civil e contratos.

Eu tenho uma história incrível com o Direito, que fez muito sentido para mim até certo tempo. Mas o que me move a partir de agora está relacionado a outras competências, que ao longo de um ano, fui me planejando para começa a executar. Chegou a hora! E novamente, valendo-me de uma licença poética “Joga a mão pra cima e gira, gira…“:

Ps.: Estabilidade não existe!!!! Aviões do Forró acabou…Solanja e Xandinho começaram a seguir carreira solo, ouvi dizer que nem são mais amigos… #arrasada.

EU TENHO A FORÇA

Eu comecei a me preparar para minha transição de carreira em meados do ano passado. Fazia bastante tempo que eu estava insatisfeita com os meus resultados profissionais, então comecei a fazer uma série de levantamentos a respeito do meu histórico pessoal, habilidades e pretensões de vida.

Na época eu tinha a começado a ler um livro chamado “O Mensageiro Milionário”, cuja premissa é auxiliar o leitor a aprender a ser remunerado pelos conhecimentos que tem. Achei simplesmente fantástico!

Verifiquei que eu  já tinha um amplo repertório no tocante à inteligência emocional, construído ao longo da minhas experiências  pessoais, jornada de autodescoberta, cursos e leituras. De fato, esse assunto sempre foi pauta nas minhas elucubrações. Visto isso, cheguei a uma conclusão: é hora de morfar!

Aí veio a parte mais difícil: eu não tinha nenhum botão que pudesse apertar e assim me transformar imediatamente em uma versão poderosa, capaz de assumir corajosamente a responsabilidade pela minha escolha. Então, durante algum tempo fiquei apenas

Esperando meu “alter ego” tomar alguma atitude

Finalmente me permiti caminhar no escuro e depois de 7 meses conclui

E a pergunta que eu deveria ter feito muito antes era “ Valéria Cristina, por que você ficou tanto tempo empacada assim?” 

E eu sabia que a resposta seria “por medo”! Mesmo assim,

A despeito disso, no final eu venci!


Virei Pessoa Jurídica e estou trabalhando com desenvolvimento pessoal. E se você quiser entender um pouquinho mais sobre si mesmo, é só me mandar um sinal!

VLWS, FLWS!

P.S. 01: A minha receita de sucesso foi aprendida com Sandy & Junior:

Muita coragem
E agilidade
Lealdade
E sempre em boa forma” .

P.S.02: Eu sempre quis ser a Power Ranger rosa!!!