23 FATOS SOBRE O MEU RELACIONAMENTO ABERTO COM OS LIVROS

Olá meu leitor preferido!

Hoje vou compartilhar com você 23 fatos sobre a minha relação com os livros. Quem me conhece já sabe que por trás de mim existe a figura oculta de um livro, então hoje eu decidi falar um pouco mais sobre isso.

  1. Sou uma leitora compulsiva. É extremamente raro eu passar um dia inteiro ser ter contato com alguns de meus livros;
  2. Outra coisa que faço religiosamente é acessar o site da Amazon. Esse ano, por exemplo, eu realizei 113 pedidos, dos quais 110 foram livros.
  3. Meu aplicativo preferido é o kindle. Leio muito mais rápido no formato digital porque me sinto ultra motivada com as métricas de progresso… sempre acho que dá para avançar um pouquinho mais na leitura e assim eu meio que dobrei a velocidade em relação aos livros físicos.
  4. Aprendi a ler aos 5 anos de idade. Na época meus pais não tinham muito acesso a livros infantis, então eu comecei a ler o dicionário, manuais de instrução e especificações técnicas das embalagens. Foi assim que eu desenvolvi um nível avançado de leitura.
  5. Na adolescência eu passava horas lendo Machado de Assis e outras autores da literatura brasileira. Inclusive, eu super cogitei fazer faculdade de letras para me tornar professora de literatura. Não tenho mais essa paixão, restou apenas uma curiosidade para ler as obras do Nelson Rodrigues.
  6. Eu adoro ler livros de desenvolvimento pessoal e profissional. Um dos meus sonhos atuais é comprar uns 70% dos títulos da editora Alta Books.
  7. Sim, eu leio autoajuda e não me abalo com as críticas em relação a isso. Acredito que tem muita coisa ruim nesse mercado, mas também tem muita coisa boa, então cabe a mim desenvolver um bom filtro.
  8. Meu livro preferido é a Bíblia A Mensagem, escrita por Eugene Peterson. Acho fascinante o modo como ele traduziu essa escritura milenar em uma versão mais compreensível, de acordo com a linguagem contemporânea.
  9. Eu já li a Bíblia inteira em 31 dias, mais precisamente em março de 2006, quando eu tinha 15 anos.
  10. A propósito, eu já li a Bíblia inteira 22 vezes. É um desafio mental para mim. Compreendo pouquíssimas coisas, mas decorei muitos trechos e desenvolvi uma pequena visão sistêmica acerca desse livro.
  11. Eu gosto de ler alguns livros que me desafiam intelectualmente, os do C.S. Lewis são um grande exemplo disso… não posso dizer que os compreendo hahaha. Leio sobre filosofia e cosmovisão cristã pelo mesmo motivo.
  12. Sou fascinada pela temática do Mundo Contemporâneo. Apesar de não conseguir entender muita coisa, acho absolutamente interessante ler sobre esse tema.
  13. Meu autor preferido chama-se Philip Yancey, gosto da forma como ele apresenta o conceito da “graça” de Deus e acho incrível as relações que ele estabelece entre essa figura soberana e a dor e caos no mundo.
  14. Minha autora preferida chama-se Joyce Meyer. Me fascina a história de perdão que ela tem e a maneira como ela conecta o conteúdo da bíblia aos desafios diários da vida.
  15. Também amo os livros do Walter Riso. Não me identifico com tudo o que ele fala, mas realmente aprecio a forma prática de viver que ele apresenta em seus livros.
  16. Li o primeiro livro sobre ‘relacionamentos’ aos 10 anos de idade. Tenho 28 anos e até hoje eu abro espaço na minha agenda para livros desse tipo. Acredito que meu repertório nessa área super contribui para que eu tenha um casamento incrível.
  17. Saí de uma crise financeira no final da adolescência lendo livros (obrigada Gustavo Cerbasi e Rafael Seabra)! De lá pra cá também construí um pequeno repertório de leituras em relação a finanças.
  18. Ler livros me ajudou a superar algumas crises de depressão, ansiedade e pânico. Na época em que desejei cometer suicídio (aos 19 anos), três leituras, em particular, me dissuadiram em relação a isso: Mananciais no Deserto – Lettie Cowman; Pés Como os da Corça nos Lugares Altos – Hannah Hunard e O Sorriso Escondido de Deus – John Piper.
  19. Fui aprovada para Direito na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul por ocasião de minha relação com os livros. Quando prestei o vestibular em 2008, a prova de redação pedia para narrar uma experiência pessoal com leitura ou escrita. Eu dei muita risada quando vi o tema, porque super praticava a escrita reflexiva e naquela época a leitura já era uma prioridade na minha vida. Resultado: tirei nota máxima na redação, o que super aumentou minha nota no desvio padrão e eu consegui uma vaga.
  20. Durante a faculdade, apesar de não me identificar com o curso, eu era a louca dos livros. Comprei dezenas de doutrinas e passei horas envolvida com isso.
  21. Em geral, quando tenho um problema para resolver, procuro um livro sobre o tema específico.
  22. Li 75 livros em 2018. Perdi esse ritmo de leitura em 2019, mas tenho como meta ler pelo menos 80 livros em 2020.
  23. Resumindo: eu leio por motivação, desafio, prazer, curiosidade, autoinstrução e autodesenvolvimento. Leio porque me treinei para isso. Leio porque sinceramente acredito que meu contato com os livros abrevia os sofrimentos do meu caminho.

Encerro esse post com uma pequena sugestão para 2020:

Faça um levantamento das áreas em que você precisa melhorar, eleja a principal delas e compre um livro sobre isso. Se quiser ajuda pra concatenar a leitura com o seu contexto, vem trocar uma ideia comigo!

Mil beijinhos.

“COMO VOCÊ CONSEGUE LER TANTOS LIVROS?”

Essa é uma pergunta muito comum que eu tive que me habituar a responder. Em geral, ela vem associada a comentários do tipo “você deve ter muito tempo livre”, “você deve ter nascido com esse dom”, “se eu tivesse uma história como a sua eu também leria muito”, “pra você deve ser fácil, já que sempre fez isso”…

Durante muito tempo esse tipo de comentário me incomodou, eu me sentia injustiçada por causa disso. Minha tendência natural era enumerar as táticas que eu utilizava para aumentar a quantidade de livros, ainda hoje eu ‘me pego’ fazendo isso.

O fato é que a leitura, infelizmente, ainda é algo pouco valorizado em nosso país. Esses tipo de comentário é apenas um reflexo da nossa preferência pelo analfabetismo. Sim, a leitura dá trabalho! Eventualmente temos que pesquisar o significado de algumas palavras, temos que parar para refletir sobre o que está escrito, organizar as ideias de uma forma que para nós faz sentido e por aí vai.

Eu não leio porque sou especial ou porque fui treinada pra isso. Eu leio porque sei a diferença que a leitura faz. Tenho milhares de resultados positivos por causa da implementação desse hábito na minha vida. Eu viajo sem gastar, renovo as minhas esperanças, me torno mais tolerante e compreensiva a respeito dos contextos que me cercam, acelero meus resultados pessoais e profissionais, tudo isso eu consigo a partir do contato com um livro.

A maioria das pessoas que afirma que não gosta de ler não imagina o poder transformador de um livro. O engraçado é que essas mesmas pessoas passam horas nas redes sociais e no whats app e, aparentemente, ainda não perceberam que se valem da sua habilidade de ler para poder fazer isso.

Aproveito pra encerrar essa reflexão citando um trecho escrito por Davi Lago, no site do G1, no dia 06 de janeiro de 2019 sobre o hábito de leitura dos brasileiros. Vejamos:

“A 4ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil desenvolvida pelo Instituto Pró-Livro considera “leitor” aquele que leu pelo menos um livro nos últimos três meses – inteiro ou em partes. Os dados de 2016 revelam que o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano. O baixo índice de leitura é uma de nossas mazelas históricas e aponta para o empobrecimento dos debates brasileiros. Por óbvio, o repertório amplo de leituras contribui para o amadurecimento do espírito crítico do cidadão. O que é a realidade senão a leitura que fazemos dela?

(…)

“De fato, ler não é tão simples. Ler não é uma atividade passiva, estática, mas dinâmica. Do mesmo modo que uma biblioteca não é um mero depósito silencioso de livros. Na leitura há o cruzamento de dois mundos e a possibilidade de se perceber as coisas através de outro ponto de vista. Um livro é um mundo: o mundo de leituras de seu autor dialogando com o mundo do leitor. Por isso, a leitura nunca será igual para dois leitores. Este processo é, sobretudo, civilizador.”

E você, acredita que a leitura é um dom ou que isso é um mito incentivado com a intenção de manter o povo brasileiro afogado no analfabetismo?

NASCIDA PARA LER

Estava pensando sobre o que escrever nesse meu post de inauguração no mundo dos blogs e imediatamente me ocorreu que o principal motivo de me lançar nessa aventura foi compartilhar o meu repertório pessoal, o qual formou-se, em grande parte, a partir da minha gula por leitura.

“Nascida para ler” foi o título que o meu marido utilizou para nomear em seu livro, Trivial e Sublime, o texto que fez sobre mim. Peguei “carona nessa cauda de cometa” e me apropriei do tema dele para falar sobre mim, porque afinal de contas, tem tudo a ver com o meu objetivo inicial.

De fato, eu sou alguém que ama livros! Aprendi a amar a leitura ainda na infância, a partir do incentivo dos meus pais, que sempre fizeram questão de destinar uma parte considerável da renda deles para investir em livros, já que na pacata cidade do interior do Maranhão em que morávamos, livro era um artigo de luxo.

Eu não tinha muito acesso a livros infantis, então minha mãe me passava embalagens, manuais de instrução, dicionários e tudo que ela achasse pela frente e que tivesse palavras em português, para que eu treinasse minha habilidade de leitura.

Meu pai também era super apaixonado por livros, tanto que se tornou livreiro. A nossa casa sempre teve aquele cheiro bom de livro novo, e eu fui crescendo assim, envolvida em páginas e páginas que só aumentavam minha curiosidade a respeito das pessoas, do mundo e de tudo o que estava por vir.

Já li clássicos da literatura nacional e estrangeira, já fui apaixonada por crônicas e poemas, já li centenas de livros sobre relacionamentos e desenvolvimento pessoal. Já mudei algumas vezes de autor preferido, já senti aperto no coração por estar terminando de ler um livro, assim como me diverti horrores com minhas leituras. Posso afirmar com muita certeza que todas as fases da minha vida foram marcadas por livros.

Diante desse breve histórico, é evidente que a maioria das minhas postagens será relacionada a livros, afinal de contas, quem me conhece de perto sabe que por trás de mim, sempre tem a figura oculta de um livro (risos).